
Ele respira poesia. É raro algum campinense não conhecer a obra do poeta paraibano José Laurentino Silva. Zé Laurentino já nasceu com poesia correndo em suas veias. Alguns de seus poemas, como Eu, a cama e Nobelina e O matuto e o doutor, se tornaram clássicos na cidade. Em suas obras, ele declama as coisas do Nordeste e a simplicidade do homem do campo. Zé Laurentino parece ser a encarnação do interior nordestino, este sentir rústico, forte, telúrico e pândego ao mesmo tempo.
O "poetinha" foi escolhido pela Universidade Estadual da Paraíba para ser o paraninfo geral das turmas de concluintes 2009.2, do campus I, em Campina Grande. A cerimônia acontece amanhã às 17h30, na casa de shows Spazzio, tendo a presença da reitora Marlene Alves e representantes da UEPB, além, claro, da presença dos formandos e seus familiares.
Para aqueles que ainda desconhecem a magnitude da genialidade do poeta, o convite talvez tenha sido inusitado. Já para os admiradores de Laurentino, representa, certamente, uma merecida homenageme motivo de celebração para a UEPB. José Laurentino Silva nasceu em Puxinanã e, desde cedo, já tinha contato com música e poesia, tendo como primeira influência os próprios pais. Sua mãe cantava, seu pai lhe trazia cordéis.
Mesmo depois de se mudar para Campina Grande, após passar em um concurso e tornar-se funcionário público do INSS, Laurentino nunca deixou a poesia de lado. "A poesia faz parte da minha vida, não posso me imaginar sem o ofício do fazer poético. Eu não procuro os poemas, eles batem na minha porta, querendo vir à tona", revelou. Zé garante que nunca quis ganhar dinheiro com a poesia. Faz poesia porque gosta.
Atualmente, Laurentino prossegue dividindo sua vida entre as obrigações de servidor público, hoje prestando serviço ao Ministério da Saúde, e a poesia, muito embora seja conhecido como poeta e assim se identifique pessoalmente. A carreira de Zé abrange nove livros publicados e cinco CDs gravados. No início de sua caminhada artística, ele escrevia cordéis, feitos por encomenda para políticos, em sua maioria.
Fonte: Diário da Borborema