Ela arrancou aplausos de plateias exigentes e elogios de críticos europeus no século XIX. Mulata, Joaquina Maria da Conceição da Lapa, a Lapinha, venceu preconceitos e se tornou a primeira cantora brasileira aplaudida fora do Brasil. O pesquisador e músico Sérgio Bittencourt-Sampaio, em seu livro “Negras líricas: duas intérpretes brasileiras na música de concerto” (Sete Letras, 2008), narra o quanto a artista foi pioneira nas artes e na emancipação da mulher. “Houve outras mulheres dedicadas à música, em seu tempo e antes, mas estavam longe de conseguir tal prestígio”, diz Bittencourt-Sampaio.
[Acima, um 'retrato inventado' de Lapinha, feito pelo artista plástico Mello Menezes, já que o rosto da cantora não é conhecido]




