Pesquisas comCUCA

quarta-feira, 3 de junho de 2009

SESC em clima de Forró

Tem início nesta quarta-feira (03) o I “Arraiá do SESC – Resgatando a cultura no Maior São João do Mundo”. O evento começa a partir das 18h, com a apresentação do trio Forró Palmeira e, logo após, a quadrilha Mandacaru. Já às 20h, no Cine Teatro do SESC Centro, estará se apresentando o cantor, poeta e compositor Amazan.

Os comerciários, dependentes, conveniados e a comunidade em geral irão desfrutar de autênticas manifestações culturais juninas no SESC Centro, que estará ornamentado no clima do São João. Comidas típicas, além de brincadeiras comuns da época e exposições de artesanato estarão movimentando a noite de abertura oficial do Arraiá, bem como toda a programação. A iniciativa busca incluir a instituição nos festejos juninos da cidade, valorizando as raízes culturais do povo nordestino.

Na quinta-feira, 04, a programação prossegue com a apresentação de quadrilhas, danças folclóricas e o Trio Jeito Nordestino. Na sexta, 05, a programação será voltada para a Associação Campinense de Imprensa (ACI), convidada especial do SESC.

O Arraiá estará funcionando todas as quartas, quintas e sextas-feiras, das 18h às 22h, no SESC Centro. Para os comerciários e dependentes a entrada é franca durante todos os dias do evento. Já a comunidade em geral, deve trazer 1 kg de arroz e 1 kg de feijão na abertura e nos demais dias a entrada será R$ 5,00. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3341-5800 ou no setor de Cultura do SESC Centro, localizado à Rua Giló Guedes, 650.

domingo, 31 de maio de 2009

Do Clássico ao Popular Explorando a arte de contar


“Amigos que hoje encontro
Em dia de boa sorte
Escutem o meu romance
De amor, de vida e de morte
Entre Tristão e Isolda
Aqui nas terras do norte...”



Depois do grandioso sucesso com “Lisbela e o Prisioneiro” e “O Auto da Compadecida” o produtor e roteirista Guel Arraes lança, no final de 2008, o filme “Romance”. Contando com a atuação de Letícia Sabatela (Ana), Wagner Moura (Pedro), Andréa Beltrão (Fernanda), Vladimir Brichta (Orlando e José de Arimetéia) entre outros, Guel Arraes inova, não deixando de lado o tom cômico, apostando numa história de amor surpreendente.

O filme conta a história de uma casal de atores que se conhecem no teatro, se apaixonam e no auge do sucesso, Ana é convidada para atuar na TV separando o casal por 3 anos, quando ela decide convidá-lo para ser produtor e roteirista de um filme sobre o Clássico Tristão e Isolda. Durante a produção do filme Ana, Pedro e Orlando vivem um triângulo amoroso cercado por incertezas e desafios.

O grande destaque do filme é a linguagem com a qual se reconta “Tristão e Isolda”. Ambientado no sertão nordestino, especificamente na Paraíba, os grandes personagens da história de amor trágica da Idade Média assumem novos papéis sociais. Contada em forma de cantoria, cordel ritmado com uma viola, que no nordeste representa o canto de esperança e alegria do povo, Tristão e Isolda representam os heróis nordestinos, que em meio das dificuldades superam os desafios com bastante criatividade. Dessa forma “Tristão e Isolda” fazem os telespectadores refletirem sobre a beleza do amor recíproco, mesmo que proibido.

Por; Benedito Olinto da Silva*

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Terra e Sangue: Homenagem do CUCA - CG a Augusto Boal

Apresentação de Teatro do Oprimido homenageia Augusto Boal e denuncia violência contra Sem Terras na Paraíba.

O grupo de Teatro do Oprimido “Teatrar-te”, o CUCA-CG (através do programa "RODA A REDE") multiplicadores e praticantes de T.O em Campina Grande promoveram nessa sexta feira 15/05 uma homenagem a Augusto Boal, teatrólogo que desenvolveu as técnicas do Teatro do Oprimido, falecido no último dia primeiro de maio. A homenagem aconteceu na Praça da Bandeira com a encenação de uma peça de Teatro Jornal, modalidade de T.O que busca encenar os fatos como são narrados pela mídia para mostrar as contradições entre o acontecido mesmo e a versão mostrada nos jornais,

A peça encenada no evento, chamada “Terra e Sangue”, denunciou uma agressão a 60 famílias de trabalhadores rurais sem terra ligados ao MST ocorrida na madrugada do último dia primeiro de maio, dia dos trabalhadores, na fazenda Cabeça de Boi, localizada nas proximidades da cidade de Pocinhos. Os trabalhadores realizavam a ocupação da fazenda, que está em processo de desapropriação pelo governo federal, quando a policia militar e capangas armados chegaram atirando contra os as famílias, e tocando fogo contra carracos e, em um veículo que estava a disposição do movimento. Sete trabalhadores( foram presos, torturados e tiveram seus corpos embebidos com querosene sob a ameaça de serem queimados.Dois ainda se encontram detidos no Presídio do Monte Santo.

Com a proposta os praticantes de Teatro do Oprimido pretendem denunciar a violência sofrida pelos trabalhadores e mostrar as pessoas que o discurso da mídia é tendencioso, pois atende a interesses particulares.

Ao desenvolver as técnicas do T.O, Augusto Boal pretendia criar um instrumento de discussão da realidade por meio do teatro, o teatrólogo dizia que “todos podem praticar teatro do oprimido, inclusive os atores”, desenvolvendo assim um teatro popular que serve como meio de comunicação para os oprimidos.


Viva o Teatro do Oprimido!

Boal vive!

Veja imagens:

sexta-feira, 15 de maio de 2009

SESC seleciona apresentações musicais para o Projeto Sete Notas


Encontram-se abertas as inscrições para os cantores, cantoras e músicos interessados em participar da edição 2009 do “Sete Notas”, projeto do SESC Centro de Campina Grande.


O “Sete Notas” é um projeto consolidado que já vem sendo realizado há vários anos pelo SESC e constitui-se em um espaço para que artistas paraibanos mostrem seus trabalhos e prestem tributos a grandes nomes da Música Popular Brasileira, através de pesquisas que possibilitem mostrar a importância do compositor dentro da história da música.

Este ano serão selecionados dezessete projetos, sendo quatro que contenham repertório de música instrumental, quatro com apresentações de músicas autorais e nove contendo músicas de compositores brasileiros, como Cássia Eller, Tim Maia, Luiz Gonzaga, Carmem Miranda, Raul Seixas, Elino Julião, Coronel Ludugerio, Chico Science e Adoniram Barbosa. A seleção obedecerá três etapas: inscrições, avaliação dos projetos e divulgação do resultado final pelo SESC, no prazo de duas semanas. A abertura do “Sete Notas” será dia 4 de julho.



As inscrições são gratuitas, e deverão ser feitas no SESC Centro de Campina Grande, das 9h às 12 e das 13h às 17h até dia 10 de junho. O regulamento e todas as informações do projeto podem encontrados no edital através do site www.sescpb.com.br.
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Exposição faz retrospectiva das atividades culturais do SESC Campina Grande

A cultura sempre foi uma das prioridades do SESC Campina Grande. Inúmeras exposições, oficinas, espetáculos teatrais e musicais, performances, entre outras atividades já foram realizadas pelo SESC Paraíba. Dessa forma, a instituição se firmou como um grande incentivador e catalisador dos anseios culturais da cidade.

É pensando nessa intensa produção cultural que o SESC Centro abre seus arquivos e inicia no próximo dia 15 a exposição “Retrospectiva Cultural”, com um vasto material gráfico dos projetos culturais, realizados a partir do ano de 2003 até os dias atuais.

A exposição é composta por fotografias, cartazes, folders, banners e matérias jornalísticas de eventos como a Semana do Teatro, Mostra Curumim, Encontro Regional de Música de Raiz, Mostra SESC Ariús de Teatro de Rua, Festival de Inverno (como parceria), entre outros.

O material ficará exposto no hall de exposições, na entrada do SESC Centro. Durante os dias 15 a 30 de maio, das 8h às 18h, o acervo está disponível a visita da população campinense. Mais informações podem ser obtidas no setor de Cultura do SESC Centro, localizado à Rua Giló Guedes, 560, ou através do telefone: (83) 3341 5800.




Assessoria de Comunicação

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Une e CUCA de Luto Pela Morte de Augusto Boal

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA) manifestam seu pesar e consternação pela morte de Augusto Boal, teatrólogo, professor, escritor, militante político, dramaturgo e diretor teatral, uma das personalidades mais importantes e politicamente consequentes do teatro e da cultura brasileira. Boal nos ensinou que o teatro pode ser uma poderosa ferramenta para a transformação social e pela luta em prol dos direitos do povo, dos trabalhadores, da juventude, dos estudantes e de todos aqueles em situação de exploração e opressão. Esteve presente em momentos fundamentais da história e da vida cultural brasileira: foi diretor e coordenador do seminário de dramaturgia do Teatro de Arena, colaborou na criação do Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE, foi preso, torturado e exilado pela ditadura militar. De volta ao Brasil na década de 80, já consagrado internacionalmente pela criação do método de Teatro do Oprimido, participou das lutas pela redemocratização do país e em 1992 foi eleito vereador no Rio de Janeiro pelo PT. Como parlamentar, Augusto Boal criou o Teatro Legislativo, que através do seu método de teatro-fórum promovia a participação popular na elaboração de leis e na discussão dos direitos sociais. Através do Centro de Teatro do Oprimido (CTO) Boal estava formando centenas de multiplicadores das técnicas do Teatro do Oprimido em pontos de cultura de todo o país. Em diversos estados, a rede de pontos de cultura do CUCA da UNE trabalha com multiplicadores do Teatro do Oprimido.

Boal sempre atendeu ao chamado dos movimentos sociais, tendo participado de diversas atividades da UNE, e desenvolvido seu trabalho junto ao MST, sindicatos e organizações da sociedade civil no Brasil e no mundo. O Teatro do Oprimido está presente em mais de 60 países, a maior parte deles na Africa, Ásia e América Latina. Este ano, no dia 27 de março, Boal recebeu o título de embaixador mundial do teatro pela UNESCO.

A luta e o trabalho de Augusto Boal seguirão vivos e presentes na luta dos estudantes e do povo brasileiro, no caminho da libertação dos explorados e oprimidos de todo o mundo. Como ele mesmo dizia: "Admiro muito aqueles que dedicam suas vidas à arte, mas admiro mais os que dedicam sua arte à vida".

Boal vive!

Lúcia Stumpf
Presidente da UNE

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Uma Correspondência artistica


III Arte Postal será realizado em João Pessoa

As produções dos arteiros com suas obras em Arte Postal poderão ficar expostas à apreciação do público na terceira edição do Arte Postal SESC-PB, que acontece entre os dias 19 de maio e cinco de junho na Área de Lazer do SESC Centro, em João Pessoa, tendo como tema “Ano Cultural da França no Brasil”. A data de envio da obra termina no dia 11 de maio e pode ser remetida pelos Correios ou pessoalmente no setor de cultura da entidade comerciaria. O evento integra as atividades do Festival de Artes Visuais da Paraíba numa parceria com a Associação dos Artistas Plásticos da Paraíba (Associarte-PB) e Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), oferecendo, também, uma oficina “Teoria e Prática da Arte Postal”, no dia 26 de maio, com o professor Unhadeijara Lisboa.
Para participar da exposição, o artista, profissional ou não, brasileiro ou estrangeiro deve enviar apresentar um trabalho inédito de sua autoria, com técnicas livres no tamanho padrão de 10 cm x 15 cm, estando em perfeitas condições para serem expostos, não esquecendo de colocar dentro do envelope nome completo e nome artístico, número de telefone para contato e endereço eletrônico visando atualização do cadastro na área de artes plásticas do setor de cultura do SESC. As despesas de envio dos trabalhos ocorrerão por conta dos artistas. E após o término da exposição, os postais farão parte ao acervo do SESC–PB, sendo que no ato de envio do trabalho fica confirmada a inscrição e a plena concordância com dos dispositivos do regulamento. Todos os artistas participantes receberão um certificado de participação, ficando, em nenhuma hipótese, a entidade organizadora responsável por quaisquer danos ocorridos com os trabalhos enviados.
As inscrições para oficina serão realizadas no setor de cultura do SESC Centro João Pessoa, e o material da oficina ficando por conta do aluno, como tesoura, cola bastão, fotocópia, lápis hidrocor, fotografias, revistas, tintas e pincéis. As inscrições são gratuitas.

Arte Postal
Arte Postal é uma tendência artística originada e formalmente estabelecida em 1968 por Ray Johnson e sua Escola de Arte por Correspondência. O movimento consiste em trocar mensagens criativas utilizando o sistema de correios para a veiculação.Um meio livre, onde todo tipo de imagens, ícones, pinturas, desenhos, carimbos, adesivos, envelopes, colagens ou composições são permitidos. É praticada por artistas, pintores, desenhistas, ilustradores, arquitetos, poetas, escritores – enfim, pessoas de todas as (ativ)idades.
Esta arte tem encurtado as distâncias entre povos e países, proporcionando exposições e intercâmbios com grande facilidade, onde não há julgamentos nem premiações dos trabalhos, diferentemente dos salões e bienais. Na Arte Postal, a arte retoma funções como a informação, o protesto e a denúncia.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cultura a toda hora. Exposições continuam no SESC Centro


Brinquedos e quadros estão expostos ao público campinense no hall de entrada do Sesc Centro, durante a manhã e a tarde, com as exposições “Cores do Nordeste”, telas da artista plástica Karina Oliveira e “Brinquedos Populares”, dos artesãos Corrinha dos Bonecos, Emilia France, Sérgio Nascimento, Seu Biu, Dona Lourdes, Vovó Dith e Aroldo Brinquedos. Encontram-se também expostos diversos quadros em óleo sobre a tela, dos alunos da Fundação Suellen Carolini.

Os quadros de Karina Oliveira destacam cenários da cidade de Campina Grande e do folclore, chamam atenção por sua beleza e cores fortes. A maioria dos brinquedos populares expostos são confeccionados com material reciclado e remetem aos tempos antigos, entre eles destaca-se o Bumba-Meu-Boi. Já nas telas dos alunos da fundação Suellen Carolini os pequenos detalhes, a sutileza das pinturas e a delicadeza dos desenhos, são o diferencial nessa arte.

As exposições tiveram início no último dia 24 de abril, na VI Mostra SESC Curumim, e prosseguem até a próxima sexta-feira, dia 08, e estão abertas ao público. Mais informações podem ser obtidas no setor de Cultura do SESC em Campina Grande, localizado na Rua Giló Guedes, 650 – Centro ou pelo telefone: (83) 3341-5800.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Nos Rumos do Jornalismo Cultural


Programa do Banco Itaú, premia estudantes e professores preocupados com os rumos do jornalismo cultural no Brasil

A terceira edição(2009-2010) do “Rumos Jornalismo Cultural”, do programa Rumos Itaú Cultural, do Banco Itaú. Tem como objetivo identificar um caminho para a melhor compreensão dos papeis e funções da mídia, da academia e das instituições culturais no que se convencionou chamar de jornalismo cultural. Dessa forma o publico alvo da terceira edição do RJC, são professores e estudantes de comunicação social e/ou jornalismo.

O programa é dividido em duas carteiras: Estudantes, dividida nas categorias (Reportagem para mídia impressa,mídia audiovisual,mídia sonora e web- reportagem, que é a grande novidade da terceira edição. Na carteira professor,podem se inscrever professores de graduação e pós- graduação em comunicação social e/ou jornalismo por meio de textos que tratem da formação do aluno ou do aperfeiçoamento do professor no aprendizado do jornalismo cultural.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 31 de julho de 2009 no site:www.itaucultural.org.br. Podem se inscrever pessoas físicas maiores de 18 anos, que sejam brasileiras- natas ou naturalizadas-residentes no Brasil.

sábado, 18 de abril de 2009

Lançando a rede da cultura

Intercambio entre pontos de cultura, oficinas e apresentações artísticas, são algumas das atividades do projeto Roda Rede do Centro Universitário de Cultura e Arte de Campina Grande. Em parceria com o Pontão de Cultura Instituto CUCA da UNE e o Ministério da Cultura do Governo Federal, o Centro Universitário de Cultura e Arte de Campina Grande- CUCACG. Deu inicio na última segunda feira (13), com uma oficina de Teatro do Oprimido na Universidade Federal de Campina Grande, ao projeto Roda Rede. O projeto é um sequencia de atividades, que visa promover o acesso da população em geral, aos bens culturais oriundo dos pontos de cultura, não só da Paraíba,mas dos outros estados vizinhos. Segundo Ítalo Jones, coordenador de cultura do CUCACG, mas do que o acesso aos bens culturais o projeto tem o intuito de fomentar o debate sobre a cultura popular principalmente dentro das universidades. “ Demos inicio ao projeto na UFCG, porque achamos que seja uma forma de trazer a arte popular, para o espaço do saber erudito, que é a universidade. Espaço esse que ainda marginaliza o saber popular , temos por objetivo fomentar o debate entre o popular e o acadêmico”, afirmou Ítalo, que disse ainda que de forma itinerante o Roda a Rede vai invadir o espaço universitario com atividades artísticas e proporcionar com isso o acesso não só dos estudantes, mas da população em geral aos bens culturais. “ De forma itinerante o Roda Rede vai “invadir” a universidade com oficinas, cursos e apresentações artísticas e culturais,cumprindo um de seus objetivos que é o de democratização da cultura e também será uma forma de aproximar mais a universidade da população”, concluiu. Por ser o carro chefe das manifestações artísticas do CUCA, o Teatro do Oprimido foi escolhido para dar inicio ao projeto. “O T.O além de ser uma manifestação teatral estritamente popular é o carro chefe do trabalho artístico do CUCACG. O CUCA está ligado de forma pioneira na construção da rede do Teatro do Oprimido em Campina Grande e cidades vizinhas. Por isso como forma de fortalecer cada vez mais essa história, achamos por bem começar o Roda Rede com o T.O”. Disse Ítalo Jones. Dentro do projeto estão programadas para acontecer nesse semestre, oficinas de vídeos,de grafite , confecções de instrumentos percussivos e de esculturas com materiais recicláveis, apresentações musicais com o Espaço CUCA dentro das calouradas e mostras teatrais e de cinema. Ao termino do projeto será lançado um documentário mostrando todas as atividades realizadas, que será exibido na execução de outro projeto do CUCA com financiamento do Fundo Municipal de Cultura – FUMIC, chamado CINE CUCA NAS ESCOLAS, que tem por objetivo proporcionar aos estudantes das escolas municipais da cidade, acesso ao cinema de forma gratuíta, com exibições de filmes e debates com os estudantes.

terça-feira, 31 de março de 2009

A luta poética dos estudantes

Segunda feira, 23 de março de 2009. Um grupo de estudantes se reúne no Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UEPB, antigo Museu de Artes Assis Chateaubriand. “Como Vai camarada?!” é a saudação dos presentes a quem chega para a reunião que está marcada para começar às 15hs.
Enquanto a Assembléia não é formada e a reunião não começa, vários grupos vão se formando nos corredores. As conversas giram em torno do tema da reunião: “A Manifestação Contra o Aumento da Passagem”, que acontecerá na terça- feira. Um jovem alto e magro se aproxima de um dos grupos e logo o olhar dos integrantes volta- se para ele. Com sua barba longa e a atenção que todos dão as suas palavras, o jovem estudante parece com um “Conselheiro” de uma nova “Canudos” preste a surgir.
“Camaradas logo após a reunião, vamos nos concentrar ali, aponta a sala com um grande tablado de madeira, perto de um bebedouro, para planejarmos a intervenção do Teatro do Oprimido que faremos amanhã durante a manifestação”. Diz o jovem que não se chama Antônio, mas Ítalo Jones, coordenador de Cultura do Centro Universitário de Cultura e Arte de Campina Grande – CUCACG. Ítalo foi um dos responsáveis pela implantação e divulgação do Teatro do Oprimido em Campina Grande, no dia anterior a reunião ele entrou em contato com várias pessoas convidando-as para participarem de uma intervenção teatral, eu mesmo fui um dos que aceitou o convite.

“A flor da palavra não morrerá. Poderá morrer o rosto oculto de quem hoje a nomeia, mas a palavra que veio desde o fundo da história e da terra já não poderá ser arrancada pela soberba do poder.” (Subcomandante Marcos)

A reunião


Passam das 15hs e 30min, quando a assembléia é formada , para o inicio da reunião. O ar condicionado do auditório do antigo MAC ajuda a dar uma aliviada no calor, e já podemos ver rostos menos suados e mais aliviados, mas só do calor não da ansiedade pelo inicio. A equipe que vai coordenar a reunião é formada, e uma proposta de pauta é apresentada para os presentes:
“Companheiros! A pauta de nossa reunião será a seguinte: Informes, o Ato como um todo e Encaminhamentos”. O anuncio é feito pelo estudante de História e militante da União da Juventude Socialista – UJS, Herbert de Andrade, que naquele momento exerce a função de secretario.
Os informes são dados.
“Na quinta- feira (26) acontecerá uma seção especial na Câmara dos Vereadores”, “A coordenação do movimento foi procurada por alguns vereadores da bancada de oposição da câmara, que se colocaram a disposição para ajudar o movimento”. A equipe de mobilização começa a informar como anda o processo de articulação nas escolas e universidades da Cidade, as informações dadas pelos membros da equipe deixam todos muito animados. As caras ansiosas do inicio dão espaço para rostos eufóricos, com ar de vitoria e um jovem diz:
“Acredito que podemos colocar mais de dois mil estudantes na rua amanhã e esse será a maior manifestação, desde os caras pintadas”! Sentado na ponta esquerda da mesa, Davizinho, como todos os chamam, fala isso com um ar de riso. Mas as palavras do militante da UJS, ditas com ar de graça tiveram um efeito forte nos presentes. Efeito esse reforçado pelas notícias da equipe de infra-estrutura, que informa ter para o ato: sete ônibus, cinco carros de som e um grupo de maracatu que fará a animação.
Após os informes tem inicio as falas dos participantes e surge uma questão: Os participantes do movimento devem dar ou não entrevista a rede Paraíba de Televisão? Que vem deturpando a imagem do movimento chamando os estudantes de baderneiros entre outras coisas. Fica decidido que se deve sim dar entrevistas, mas que o discurso precisa ser unificado no intuito de mostrar que o movimento é pacifico e está apenas reivindicando um direito de toda população.
A reunião prossegue para decidir qual será o trajeto do ato e à hora da concentração, alem disso fica combinado que todos devem vir de branco, como forma de mostrar que a mobilização é um ato pacifico.
Após me disponibilizar para fazer parte da equipe de comunicação do movimento, acompanho um grupo que atende o convite do Ítalo Jones e me dirijo até a sala do tablado, onde será ensaiada intervenção do Teatro do Oprimido.

“A palavra se faz soldado, para não morrer de esquecimento” (subcomandante Marcos)
A proposta: o teatro, a poesia e o grafite

Sentados no tablado em circulo todos ouvem atentos o Ítalo Jones, que apresenta a proposta para a montagem da intervenção teatral.
“Bom camaradas, como falei para vocês no telefone, vamos fazer uma intervenção do TO na manifestação de amanhã. Trabalharemos com a técnica de teatro imagem, que acredito que todos aqui presentes conheçam, usaremos essa técnica por sua facilidade de montagem já que dispomos de pouco tempo.” Após algumas duvidas sobre o que é o teatro imagem, algumas pessoas presentes não conheciam, Ítalo segue com apresentação da proposta.
“Bem a proposta é encenarmos amanhã a repressão policial sofrida pelos estudantes na última quinta feira, usando o teatro imagem e trabalhando com os poemas; A flor e a náusea de Carlos Drummond e A quarta declaração do Subcomandante Marcos, intitulada A flor da palavra.”
Deixando um pouco a narrativa da reunião de lado, a fim de esclarecer os que por ventura não estão ciente do que aconteceu com os estudantes na última quinta- feira segue uma pequena noticia do ocorrido no dia de São José.

PMs agridem estudantes no terminal de integração

Na manhã da ultima quinta feira, 19, um grupo de estudantes que reivindicavam pela redução da tarifa do transporte coletivo, foi agredido por policiais militares no terminal de integração de Campina Grande.
Após caminharem pelo centro da cidade e ocuparem de forma pacifica a Câmara Municipal, os estudantes se dirigiram para o terminal de integração, após a entrada no local e depois do ato já ter terminado, a tropa de choque da Policia Militar chegou ao local e investiu contra os estudantes.
Com violência desnecessária os policias começaram a revistar as bolsas dos estudantes, uma jovem recusou ser revistada, por um policial masculino e foi agredida e presa por desacato. Os companheiros tentando intervir foram todos tratado da mesma forma, ao todo oito estudantes foram presos entre eles três menores de idades, que também foram brutalmente agredidos.
A polícia, diz que estava apenas cumprindo o seu dever, pois recebeu um chamado dizendo que os estudantes estavam destruindo o terminal e ao chegar foi desacatada pelos jovens. O estranho é que os policiais sabiam bem, quem eram as lideranças do movimento e só chegaram depois que a maioria já havia dispersado.
***
Bem voltando ao planejamento da intervenção, Jones explica que também entrou em contato com a “galera” do grafite e que eles vão grafitar uma rosa no meio do asfalto enquanto são declamados os poemas. Alguém sugere que seja feita uma leitura dos poemas, sou incumbido dessa tarefa e começo, com muito gosto, a recitar “Flor e a Náusea”. Após minha leitura é lido “A flor da Palavra”, a quarta declaração do Subcomandante Marcos, feita pelo Ítalo “Conselheiro” Jones.
Está aberto o diálogo varias idéias são apresentadas e discutidas pelo grupo, fica decidido ler na integra o poema do Drummond. Isso foi um apelo do Tone Eli,integrante do grupo MARXUVIPANO, que não conseguia cortar nenhuma parte do poema, com medo dele mesmo sentir as dores.
“Cara não dar pra tirar nada, desse poema não, é muito simbólico. Vamos usá-lo na integra.” O apelo foi logo aceito por todos, principalmente por mim e pelo outro Marcos do grupo, que já tinha recitado esse poema em outra ação do Teatro do Oprimido.
Dividimos as equipes em imagem e palavra. Fico na equipe da palavra e saio da sala em companhia dos dois personagens citados acima, nos dirigimos até uma lanchonete seguindo os apelos do Marcos Pablo.
“Camaradas estou morrendo de fome ainda nem almocei, vamos nos reunir numa dessas lanchonetes aqui perto”. A batata recheada pedida pelo Pablo foi dividida com muita gente e entre um gole e outro de Coca cola fomos decidindo como seria a nossa parte da intervenção.

“É por amor à vida, que estamos lutando e vamos andando lentamente, para buscar a luz e a liberdade das manhãs de sol.” (Zé Vicente).

“Sempre viveremos. Não nos renderemos”

Terça feira, 24 de março de 2009, dia da manifestação. Tínhamos combinado de nos encontra no antigo MAC, Ítalo, Pablo, eu e os outros voluntários, as 09hs da manhã, para fazer um ultimo ensaio e organizar os detalhes que faltavam para a nossa intervenção.
Ansioso como sou, cheguei antes do combinado, 08hs e 30min já estava lá. Desci do ônibus na esperança que os demais companheiros, também tivessem se antecipado, e assim começaríamos mais cedo, e ganharíamos o que tanto nos falta hoje , tempo. Não chegaram e como sempre tivemos que lutar com “Cronos” para fazer uma boa apresentação. O pessoal foi chegando e teve inicio o trabalho de confecção do figurino dos policiais,um colete feito de papelão e cassetetes de cano de pvc. Um problema surgi para animar o dia, como cortar os canos? Ninguém tinha lembrado de trazer uma serra ou de pedir para o Ítalo e o Tone, que tinham saído para pegar os papelões que seriam usados na confecção dos coletes para trazerem uma.
Foi trazida uma faca, emprestada pelo vigilante, mas que infelizmente não serrava nada, mas como estamos fadados a criatividade conseguimos cortar os canos e produzir os benditos cassetetes, viva a faca sem dentes! Durante o acabamento dos coletes, foi dado a idéia de ao invés de usar o nome 'choque' seria usado 'choco' uma forma de satirizar um pouco com a policia e suas ações. A expressão surtiu muito efeito e causou um grande impacto. Todas as pessoas por quem passávamos,durante o caminho até o local da intervenção comentava sobre o escrito no colete,uns riam e diziam que realmente os policias eram 'chocos' e 'chatos' e outros viam como desrespeito a nossa atitude. É não se pode agradar a gregos e troianos, via a diferença!
De longe já ouvíamos a batucada do maracatu, e o buzinar dos carros o que era pra nó um anuncio de que a mobilização estava a mil. De frente do ponto de ônibus da praça da bandeira, do outro lado da rua, tinha se formado uma grande ciranda e o carro de som anunciava achegada do pessoal do Teatro do Oprimido. Enquanto Ítalo ao microfone convocava o pessoal para assistirem a nossa intervenção, os outro membros do grupo e eu recrutávamos pessoas, que estivessem com blusa branca para participarem da encenação. Mas uma vez Ítalo pega o Microfone e diz:
“Permitam- nos apresentar! Somos os estudantes que na ultima quinta feira, dia de São José, foram espancados por aqueles, que deveriam nos proteger. Hoje aqui utilizando a arte teatral viemos para mostrar para vocês como esse fato aconteceu.”Um som de apito é ouvido e uma marcha militar começa a tocar. Duas filas de estudantes agachados e com a mão na cabeça é formada. Cinco policiais empunhando cassetetes entram em fila indiana, o líder ordena que os estudantes sejam revistados,uma voz feminina é ouvida.
“Sou mulher e exijo ser revistada por uma policial feminina!”, diz uma estudante com a palma da mão erguida para a frete. Nesse momento da encenação as pessoas que assistem gritam,lavados pela emoção de reviver aquela cena outra vez, uma das jovens que estava sentada no chão gritava: “É, isso ai foi comigo, foi comigo!” enquanto as imagens que representavam as ações dos policiais contra os estudantes eram formadas, eu caminhei pelo meio do pessoal para ouvir alguns comentários.
Um senhor que tinha parado para ver aquela movimentação, que impedia de passar o ônibus que ele estava disse: “ Não sabia que tinha acontecido dessa forma, foi mostrado de maneira totalmente diferente na televisão. Ia dar uma surra na minha filha, que está ali sentada ao invés estar na escola, mas agora vejo que os estudantes é que tão comprando a briga que era pra ser nossa”
Depois de todas as imagens de opressão montadas, começa a declamação do poema 'Flor de Náusea ' e a grafitagem de uma rosa no asfalto.
“ Uma flor nasceu na rua! O tempo não chegou de completa justiça! Posso sem armas revoltar-me?”Gritos e aplausos são ouvido após cada verso do poema. Inicia-se a declamação da quarta declaração do subcomandante Marcos...
“... A flor da palavra não morre, ainda que em silêncio caminhem nossos passos. Em silêncio se semeia a palavra. Para que floresça a gritos, se cala. A palavra se faz soldado, para não morrer de esquecimento. Para viver, se morre a palavra, semeada para sempre no ventre do mundo. Nascendo e vivendo morreremos. Sempre Viveremos. Não nos renderemos.”
A ultima frase é repedida varias vezes como um poético grito de guerra e os estudantes saem em marcha a caminho do terminal de integração onde será feito o ultimo ato e a dispersão do manifestantes.
No ônibus que pego de volta para casa, ouso uma conversa entre duas senhoras, que dizem que nó estudantes somos uns baderneiros e que não temos nada o que fazer, por isso estamos atrapalhando a vida dos outros. Confesso que tive vontade de dizer umas poucas e boas a essa senhora,mas depois vi que duas jovens estudantes universitárias diziam que a nossa luta não adiantar de nada.
Fico triste,mas me vem a cabeça nesse momento uma depoimento que ouvi de um jornalista paraibano que militou contra o regime militar. “ Hoje eu vivo porque lutei,sou a minha luta, estou aqui sendo lembrado porque não fiquei escondido com medo,mas lutei com tudo o que podia e da maneira que podia!”Olho para as duas senhoras e as estudantes e abro um leve sorriso e antes de descer do ônibus digo-lhes:
Sempre viveremos. Não nos renderemos! Acredito que assim sempre seremos lembrado, uma flor nasceu no asfalto.
Marcos Moraes

quinta-feira, 26 de março de 2009

Imagens que falam

Fotos da Manifestção dos estudantes no Centro de Campina Grande




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