Pesquisas comCUCA

domingo, 2 de agosto de 2009

"LUIZ GONZAGA - OUT/1988"


Essa entrevista foi concedida ao jornalista Marcos Cirano e ao fotógrafo Pedro Luiz, num apartamento do bairro de Boa Viagem, Recife, a 17 de outubro de 1988.

Nove meses antes de morrer, Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, deixou gravada uma conversa de mais de uma hora com os repórteres Marcos Cirano e Pedro Luís. Vários trechos desse depoimento permaneceram inéditos até hoje. Veja a íntegra da entrevista e saiba porque ela não foi publicada antes.

Marcos Cirano - São 50 anos de carreira. E aí?


Luiz Gonzaga
- Eu acho que corri, corri, corri e acabei parando em casa.

Marcos Cirano - O senhor ta trabalhando um novo disco, né?


Luiz Gonzaga
- É, todo mundo trabalha. Esse disco tem, realmente, uma grande importância para mim. Porque, mesmo que eu não quisesse parar, eu agora to condenando a isso, né, embora eu tenha a intenção de fazer tudo pra continuar. Porque, quando a gente cria, a gente tem obrigação de fazer cultura pra preservar as tradições, pra contar sua própria história. Porque, senão, ninguém vai querer contar, com a mesma empolgação, com o mesmo amor, com a mesma garra que eu sempre dediquei, de uma maneira completamente diferente, procurando sempre as estradas, sempre os caminhos em busca das cidades onde eu tinha certeza que existia uma colônia forte de cabeças-chatas esperando por mim. Então, aí eu instalei, instalava minhas tribunas. Estivesse onde estivesse: no noroeste, no oeste, no sul, em São Paulo, no sul do sul... Onde eu ia, encontrava as colônias nordestinas. Saudosas colônias sem administração, sem mando, furando novas...vamos dizer assim, procurando se apossar de um pedacinho de terra, um meio de vida melhor... E eu cantava pra eles, lá onde estivesses, as canções mais bonitas, as mais fortes, as mais tristes, que fazia todo mundo chorar... meu objetivo não era esse, mas acontecia. Às vezes, eles choravam com uma coisa alegre que eu cantasse. (Gonzagão tenta, mas não consegue prender o choro)

Marcos Cirano - Nesses 50 anos de carreira, o senhor fez tudo o que teve vontade? Na música e nas andanças.

Luiz Gonzaga - Só não fiz porque, naturalmente, meu talento não dava. Mas, enquanto meus companheiros achavam que as minhas idéias eram boas, a gente fazia juntos. Fora aquelas que eles criavam para mim... Humberto Teixeira, Zé Dantas. Antes deles, Miguel de Lima. Depois, Zé Marcolino, aqui do sertão, que morreu recentemente em desastre de automóvel... Então, assim, eu fiz, modéstia à parte, um grande acervo que ainda não está exposto, mas está em Exu, esperando a oportunidade de ser exposto no Museu Luiz Gonzaga.

Marcos Cirano - O que está faltando para esse acervo ficar exposto?


Luiz Gonzaga - Ta faltando administração, eu sou péssimo administrador. Material tem até sobrando, que dá até pra três museus. Mas, museu, no Brasil, parece palavrão... A minha intenção é de ajudar a imprensa e os pesquisadores que, quando precisarem escrever algo sobre Luiz Gonzaga, sobre Humberto Teixeira, Zé Dantas, meus outros excelentes companheiros como Onildo Almeida, Janduhy Filizola, ambos de Caruaru, então vocês vão ter condições de pesquisar capas de LPs, LPs, reportagens... Eu quero oferecer isso para você que tá me procurando aqui hoje e que é jovem, daqui há algum tempo você vai a Exu e lá você encontra tudo, todo acervo do Rei do Baião, fácil, fácil, palpável, e escreve o que você quiser. Não sobre mim, mas sobre o Nordeste, sobre as músicas que eu criei.
Gonzagão pára um instante, depois prossegue:
Descobri o Nordeste musical, musicalmente falando. Não foi o Nordeste, foi o Sertão. O Nordeste sempre teve os seus carnavais, suas festas tradicionais para exibir as suas canções. Mas, eu esbarrava sempre, no Rio de Janeiro, para vencer, contra tudo e era barreira quase invencível. De vez em quando, aparecia um seresteiro, como Augusto Calheiros e mais alguns, que, através de suas vozes, eles contavam as coisas engraçadas do Nordeste, como Manezinho Araújo.
Mas, não com a boa intenção que eu me apresentava, em cima de caminhão, levando o patrocinador nas costas, fazendo espetáculos nas praças públicas, improvisando espetáculos em determinadas praças...
Agora, tudo isso por quê? Porque eu não me achava bastante suficiente para concorrer com ninguém. Eu tinha que levar minha música diretamente àqueles que ignoravam totalmente o Nordeste. É claro que os colegas compareciam e coloriam o ambiente. Mas, o objetivo era cantar para os barrigas-verdes, os gaúchos, os caipiras, os cariocas. E conseguia, quase sempre, patrocinadores. Então, eu tinha liberdade. E assim, no meio desse público, eu era acolhido de surpresa até...
Ali no meio desse público tinha Caetano, tinha Gil, tinha muitos cantores doidos por aí, famosos hoje, que já mudaram de roupa várias vezes, hoje são até roqueiros, mas mesmo como roqueiros continuam afirmando que Luiz Gonzaga o influenciou, o influenciaram. E eu tava dando uma de Deus, escrevendo certo por linhas tortas. Totalmente despreparado mas, quando eu soltava alguma coisa, eles sentiam que tinha um sabor tão especial que não dá nem pra se lembrar qual a sua origem. E eu levava as coisas que aprendi na minha infância, com meu pai, as piadas do velho Januário, que meu pai era muito espirituoso. E fui me tornando um artista assim, espontâneo. Atingi praticamente todas as camadas sociais, cassinos etc., mas nunca me empolguei pela a cidade grande e a saudade do Nordeste sempre foi eterna. Hoje, graças a Deus, bem sucedido, menos com a saúde, continuo cantando com graça o meu forró. Como, por exemplo (recita):
Tô doidim pra me deitar naquela cama
To doidim pra me cobrir com teu lençol
Doidim pra te matar de cheiro
Juntar os travesseiros
Soprar o candeeiro e começar nosso forró
Esses versos vão ser gravados agora, são de uma música de João Silva e Luiz Gonzaga, do meu último LP. Nem decorei ainda, porque eu só péssimo decorador até das minhas próprias coisas. É uma mão-de-obra desgraçada! O nome dessa música é Vou te matar de cheiro. Quer dizer, uma linguagem dessa, meu filho, pra um cara que vem do mato... Isso sempre foi a minha primazia.

Marcos Cirano - Essa música é do novo disco que o senhor vai lançar?

Luiz Gonzaga
- Essa música é do próximo LP. Até doente eu boto tempero e graça nas minhas coisas.

Marcos Cirano - Esse próximo disco já está todo pronto?

Luiz Gonzaga - Ta todo arrumado aí, as músicas feitas, mas a doença e a preguiça não me deixam fechar. Mas, como eu tô sentindo um cheiro de melhora... Eu tenho horas que eu sofro muito, porque eu tô sofrendo de uma doença chamada... (Gonzagão não consegue pronunciar a palavra osteoporose e pede auxílio a sua companheira Edelzuíta: como é o nome da danada da doença? Venha cá, você não pode ficar longe de mim, não, porque você é a minha memória)... Ela vem me atacar os ossos, justamente os que foram fraturados ao longo da minha carreira. Essa doença me ataca, tirando o meu rebolado e o meu charme. Meu charme agora é Edelzuíta. (A companheira de Gonzagão interfere: "Não bote isso aí não, que vai dar confusão", mas ele insiste: Bote no jornal que o meu charme agora é ela, o amor de minha vida).

Marcos Cirano - Os acidentes que o senhor sofreu foram muitos. Alguns até acabaram virando música. Quantos acidentes foram?

Luiz Gonzaga - Ih!...Já perdi a conta. Fraturei dez costelas, fraturei a clavícula, fraturei o crânio e, agora, essa osteoporose está me derrubando. O primeiro acidente foi em 1951, foi aquele de Santos, que o carro mergulhou de uma ponte de uns quinze metros, com todos nós dentro. Deu até uma música de Zé Gonzaga, meu irmão (canta): E Luiz Gonzaga não morreu... De lá pra cá, foram mais uns quatro ou cinco acidentes. Mas, o que eu andei mais perto da morte foi esse que me fraturou aqui (aponta para o lado direito da testa). Eu fiz duas operações, porque atingiu o olho, mas acabei cegando dele. Isso foi na estrada de Miguel Pereira. Gonzaguinha tava comigo e o anão Salário-mínimo também. E a maior vítima foi eu. Mas escapei com vida. Isso foi em 1962, parece. (Gonzaga fica alguns instantes em silencio, depois continua): Mesmo assim, ainda me sobrou algum charme pra encontrar uma mulher bonita e inteligente pra tomar conta de mim.

Marcos Cirano - A osteoporose, o senhor vem sentindo desde quando?


Luiz Gonzaga
- Ela só foi localizada agora, aqui no Recife. O primeiro ataque dela foi no fêmur. E é por isso que eu estou usando essas gonzaguetes (mostra as duas muletas que utiliza para andar, ainda assim com bastante dificuldade). E dizem que fêmur é bicho muito atrevido, até hoje ninguém encontrou medicina que o dominasse.

Marcos Cirano - Faz mais ou menos um ano que o senhor vem sentindo os sintomas da doença?

Luiz Gonzaga
- Não, isso faz muito tempo. Mas, eu só vim me interessar depois que comecei a sentir a obrigação de usar muletas. Agora, vem de muito antes.

Marcos Cirano - Eu me lembro que, durante algumas apresentações na televisão, o senhor sempre estava aparecendo sentado, pra poder segurara a sanfona

Luiz Gonzaga - Pois é, pois é. E nem sanfona eu toco mais, não dá mais. Eu já não gravo com sanfona há mais de dez anos. Depois que eu comecei encontrar sanfoneiros capazes, tocando melhor do que eu (e Dominguinhos foi o primeiro) e esses sanfoneiros começaram a declarar que eu tinha sido seu incentivador, seu mestre, aí eu digo: e o que é que eu tô fazendo aqui tocando sanfona de graça, se minha voz vale muito mais do que minha tecla? Aí, passei a usar esses meninos me acompanhando, com muito mais arte, mais graça. Ora, se nessas alturas, eu já passei a ser conhecido como um afortunado de tantos dotes dados por Deus, nada melhor do que distribuir com aqueles que estavam seguindo meu caminho com honestidade. Tem Oswaldinho, Dominguinhos, Valdones de Fortaleza, um garoto de 15 anos tocando magistralmente, um garoto rico e bonito. O Valdones tem até um estúdio em casa, o pai faz todas as vontades dele, o garoto ta numa carreira bonita. Quer dizer, por isso eu acredito que o forró não vá morrer. O baião não morreu, o forró, feito do baião... Então, eu acredito que essa música vai pra frente. Porque o Nordeste dá isso, oferecendo sua graça.
Sábado agora, eu botei cerca de vinte mil pessoas no Spazzio, uma verdadeira festa, muito bonita, feita especialmente pra mim. Estavam lá Fagner, Elba Ramalho, Genivaldo Lacerda, Gilberto Gil, Dominguinhos, Alcimar Monteiro que ta indo muito bem, Jorge de Altinho...

Pedro Luís - Jorge de Altinho andou sumido um tempo, né?

Luiz Gonzaga - Não, Jorge de Altinho é o mesmo. É porque, de repente, o forró tornou-se...é...demasiadamente oferecido. Quer dizer, várias fábricas... A minha fábrica, por exemplo, gravou esse ano seis discos de forró. Então, é muita oferta. Mas, Jorge de Altinho sempre foi um cara pra frente e irá muito mais. Como ele é jovem, ele pode mudar para onde quiser. Mas, ele é fiel ao forró.
Marcos Cirano - O seu novo disco vai ser lançado quando?
Luiz Gonzaga - Logo depois do carnaval, que é quando se começa a lançar forró, uma música sugestiva, uma música quente, cheia de graça. Depois do carnaval até junho é com nós. Nós ocupamos o miolo do ano.

Marcos Cirano - A partir de quando, mesmo, não deu mais para o senhor segurar a sanfona?

Luiz Gonzaga - Eu vinha tocando, porque ela sempre foi o meu apoio e eu sempre gostei. Porque eu criei um estilo. Mas, além desses problemas que eu sofri,me apareceu uma doença na coluna, as viagens muito prolongadas, horas e horas viajando de automóvel. E eu ia controlando. Quando eu perdi o rebolado, mesmo, que localizei o problema... demorei um pouco... eu disse: vou dar uma de professor, vou avisar a meus colegas pra ter muito cuidado com o peso da sanfona.
Vá ver que quase todo sanfoneiro está hoje meio corcunda. Porque eu criei uma arte muito pesada. Nós não temos condições, aqui no sertão, de pagarmos orquestras nem instrumentos eletrônicos. E a sanfona é um instrumento do ar livre e ela resolve um baile a noite inteira, gostosamente, com o seu próprio som. E os caboclos sanfoneiros, forrozeiros, gostam muito do seu trabalho e tocam a noite inteira, incarriado. Estão entrando num cano deslumbrante, como dizia aquele pernambucano que escrevia no jornal sobre futebol, humorista, que escreveu peças de teatro, que é irmão de Mário Filho, jornalista primoroso...
Como era mesmo o nome dele? Isso, Nelson Rodrigues. Ele foi quem criou esse termo cano deslumbrante. Eu entrei num cano deslumbrante. Então, foi isso. Essa doença, que tá aumentando cada vez mais em nós, a coluna vertebral, que trouxe também para mim. Aí, eu não podia mais com o peso da sanfona. Fazia um ensaiozinho, uma coisinha, mas vinha logo a dor.

Marcos Cirano - O senhor lembra qual foi o último show em que o senhor tocou?


Luiz Gonzaga - Não, eu não gosto de lembrar. Porque, só de lembrar, eu sinto dor. (Gonzagão baixa a cabeça, faz cara de choro e fica alguns instantes em silêncio).

Marcos Cirano - A sanfona pesa quantos quilos, normalmente?

Luiz Gonzaga - Quando eu comecei a tocar, o peso normal dela era de 12 quilos pra cima. Aí, eu passei a prestigiar a sanfona nacional, porque eu tinha acesso à fábrica e lá eu dava as minhas idéias. Naquela altura, nós tínhamos uma espécie de umas 12 fábricas de sanfona. Hoje, só temos uma e se arrasta. E eu dizia: "Olha, gente, deixo um pedido aqui do velho sanfoneiro e tal... Nós estamos usando instrumento errado, com o peso desconforme para o nosso físico, pra o nosso clima, principalmente para nós, nordestinos, que é que mais usamos sanfona. Manera no peso. Eu quero mandar fazer uma sanfona aqui com nove, dez quilos..." E consegui, eles fizeram. É tanto que todas as capas dos meus discos são com fotos de sanfonas brasileiras. Mas, a sanfona de Dominguinhos pesa 16 quilos. E eu falo com ele: "Te cuida, Dominguinhos! Você é grossinho, mas vai afinas as pernas, vai entortar as pernas."Ta entortando. É muito peso, sabe?
Então, quando eu mi vi cantando sentado, eu aproveitava e fazia um pouco de apologia à sanfona e caía, justamente, nessa questão aí. Sim, porque os italianos eram os fabricantes de sanfona, não são mais, hoje já caíram fora. E o clima deles, já viu como é que é, né?... Clima frio. As comidas deles são saborosas, cheias de força. O físico deles é diferente, são sempre parrudos, mais do que nós... Por que, agora, a gente vai carregar o peso deles também? Isso eu falo no palco, quando estou bem disposto. Ou, quando tô sentindo dores, falo com raiva, né. Deus me deu o dom de falar, com a minha própria linguagem, despreocupado, sem medo de errar, porque o povo já sabe que eu não sou intelectual, então eu mando brasa. (Gonzagão ri gostosamente).

Marcos Cirano - Onde fica essa fábrica brasileira de sanfona?

Luiz Gonzaga - A única fábrica de sanfona, hoje no Brasil, fica no Rio Grande do Sul. Hoje, só tem a Universal. Essa fábrica não é dotada de bons técnicos. A que mais evoluiu foi uma chamada Todesquini. Mesmo assim, não agüentou, porque queria vender muito instrumento e não dava. Chegaram as guitarras eletrônicas, sanfonas eletrônicas e tal...

Marcos Cirano - Dá pra dar uma geral sobre o que vai ser o seu novo disco?

Luiz Gonzaga - Não, dá não. Porque eu só venho a decorar, mesmo, depois de gravar. É uma preguiça lascada.

Pedro Luís - Será que é outra doença, essa preguiça?

Luiz Gonzaga - Não, é não... Eu vou gravar uma música conhecida, chamada Estrada de Canindé... Não... É, deixa lembrar... Sertão de Jequié, que foi gravada por Dalva de Oliveira. (Gonzagão canta. Primeiro, confunde a letra com os versos de Estrada de Canindé. Depois, acerta a letra e canta Sertão de Jequié inteira). Essa música é de Cléssio Caldas e Armando Cavalcanti, dois carnavalescos do Rio de Janeiro, que me deram dois grandes sucessos: um foi Boiadeiro, que é meu prefixo e sufixo (cantarola) e me deram outra também muito bonita, chamada Meu cigarro de palha (canta). Eu cantava também, mas nunca gravei, vou gravar agora.

Marcos Cirano - Nunca gravou Meu cigarro de palha?!


Luiz Gonzaga
- Não, não... peraí... Nunca gravei Sertão de Jequié.

Marcos Cirano - Além de Sertão de Jequié, o resto do disco é tudo músicas novas?

Luiz Gonzaga
- É. Tem uma de Antônio Barros, que eu gostei muito, chama-se Coração de pudim: Meu coração é feito de manteiga ou de pudim/Molim, molim, molim, molim/Falei com esse sujeito pra não me deixar assim/Molim, molim, molim, molim... É uma música de Antônio Barros, aqui de João Pessoa. Ele me deu também outro forrozim muito gostoso, chamado Lagoa do Amor (cantarola alguns versos).

Marcos Cirano - Com esse disco a ser lançado no próximo ano, são quantos discos gravados durante os 50 anos de carreira?

Luiz Gonzaga - São 55. Com esse que vai sair, são 56. (Gonzagão comenta o disco que gravou com Fagner. Pergunta a Edelzuíta se ela quer ouvir uma faixa, pede que a companheira coloque a faixa que mais gostou e ela escolhe Amanhã eu vou. Enquanto todos, na sala, escutam a música, Gonzagão cantarola baixinho e de cabeça baixa. No final, reage): Ô véio enxuto da molesta! Tô com 76 anos nas costas, com 74 eu gravei isso aí. Nunca fumei, apesar de gostar muito daquele cheiro; de fazer propaganda de fumo... Mas, pra que fumar? Só pra imitar os outros?!

Marcos Cirano - E beber?


Luiz Gonzaga - Beberiquei algumas besteirinhas. Adorava uma cerveja lascada. (Dirigindo-se ao fotógrafo Pedro Luiz, Gonzagão pergunta): Você é de onde?

Pedro Luís - João Pessoa.

Luiz Gonzaga
- Tinha que ser! Com essa cabeça de cangaceiro.

Marcos Cirano - Além do disco novo, quais os outros planos?

Luiz Gonzaga - Viver mais um pouco. Só. Show, mais não. Depois daquele show de anteontem! Foi uma coisa! Quinze ou vinte mil pessoas, e eu sentado lá no palco, vendo tudo isso e sem poder participar. Eu cantei Tropeiro da Borborema, que é uma das coisas mais bonitas de Raimundo Asfora, mas o bom da gente é a gente se sentir em condições de criar mais e ter a impressão que amanhã a gente pode criar um sucesso consagrador... Mas, eu já criei os meus, Asa Branca, Vozes da Seca, Baião, Luiz Respeita Januário... Pra onde é que eu vou mais? Eu me sinto completamente realizado. Mas, eu não gostaria de sair assim, carregado porque não tenho mais pernas. (Gonzagão fica alguns instantes e silêncio).

Marcos Cirano - Não tem mais pernas, mas tem uma grande voz. Vai ficar aí parado?

Luiz Gonzaga - Não, ainda tenho que fazer mais dois discos, por contrato. Além desse que vai sair o ano que vem, tem outro que ta pronto há dois anos e tudo indicava que ele não ia sair. Mas, só que tive uma coragem de leão em abandonar a RCA Victor aos 28 anos de serviço, 48 anos, 14 de março de 1941, quando eu entrei lá. Saí como um protesto e esse disco estava guardado lá, no fundo do baú. Terminei botando tudo pra fora, porque senti que a minha fábrica atual pode ganhar muito dinheiro com isso e eu não me incomodo que uma gravadora boa ganhe muito dinheiro comigo. Eu ganho o meu pouquinho e fico satisfeito, não chamo ninguém de ladrão. Eu quero é vender meu peixe.

Marcos Cirano - Por que o senhor deixou a RCA?

Luiz Gonzaga - Olha, é uma história tão escrota, tão podre, que eu nem gosto de contar. E eles estão aí, com três discos meus na praça: o Aí tem, o álbum e esse Amanhã eu vou. Então, eu vou ganhar uma nota muito boa e não quero dar uma de menino mal-agradecido, não tenho mais idade pra isso. Eu quero é me dar bem com as duas (gravadoras), eu quero é as duas brigando por minha causa. E a RCA vai levar vantagem, porque ela tem 48 anos de repertório meu. E a outra vai começar... Talvez isso seja até ruim, três discos na praça... A nova gravadora é a Copacabana, que foi muito leal comigo, foi tão bacana comigo. E eu desejo que as duas ganhem muito dinheiro comigo.

Marcos Cirano - Nenhum projeto para programa de televisão, apresentações?

Luiz Gonzaga - Nada, nada.

Marcos Cirano - Tá encerrando, mesmo? Uma vez, Dominguinhos disse que o senhor vai morrer no palco e que essa história de despedida era conversa, pois ele já tinha participado de um show de despedida sua, na década de 50.

Luiz Gonzaga
- Em 1953? Será possível? Isso é conversa fiada, é o Dominguinhos me gozando. (Gonzagão dá uma gargalhada e pergunta): Já terminou? É, você sabe escrever, e aí vai dar pra você fazer sua reportagem. Você é de onde?....

Fonte: www.luizluagonzaga.com.br

quarta-feira, 29 de julho de 2009

ComCUCA na abertura do XXXIV Festival de Inverno de Campina Grande

O blog que ”pensa cultura” esteve na abertura do XXXIV Festival de Inverno de Campina Grande, que aconteceu nesta sexta-feira, 24 de julho, no Circo da Cultura montado no parque do povo. O evento contou com a presença da coordenadora do festival, Eneida Agra Maracajá, representantes do Governo do Estado da Paraíba e da Universidade Estadual da Paraíba, entre outros presentes.

As atrações da noite foram os Clows de Campina Grande; o Recital Coro em Canto, coral da Universidade Federal de Campina Grande; e o espetáculo teatral Cantigas do Sol - Dom Quixote de Cordel, da companhia pernambucana DRAMART Produções.

A equipe de reportagem do ComCUCA preparou um vídeo com os melhores momentos da noite, que uniram erudito e popular debaixo da lona mágica do circo.

Por Samantha Pimentel e Marcos Moraes


Exposição “Figura, figurá” traz elementos da cultura popular no SESC Centro


O artista Sérgio Nascimento, que há 21 anos atua na cultura popular, estará trazendo ao SESC Centro, a partir deste fim de semana, uma viagem na cultura popular nordestina. Com trabalhos ligados a cultura, o artista iniciou como dançarino em 1988, participando de vários festivais de folclore nacionais e internacionais.

Nesta época, foi um dos fundadores a Companhia de Projeções Folclórica Raízes, de Campina Grande, da qual começou, em 1995, a produzir figurinos e adereços, continuando posteriormente em outros grupos. Todo esse trabalho resultou na sua divulgação em feiras nacionais e internacionais, a partir de 2000, além da produção de adereços para a micro-série “A Pedra do Reino”, de Ariano Suassuna.

A exposição “Figura, figurá” trará essas experiências vivenciadas. A figura, através dos desenhos, onde aconteceram os primeiros contatos de Sérgio com o folclore, se misturando com o “figurá”, personagens que vem do reisado de Zabelê. Elementos como o bumba-meu-boi, burrinha (cavalo marinho) e jaraguá estarão presentes, assim como as máscaras, oratórios, estandartes e chapéus.

“Com esta exposição, estou trazendo um pouco da cultura popular, só que de forma diferenciada”, afirma o artista. São figuras de tamanho real, fazendo uma releitura dos materiais, mudando a forma de como são aplicados. A última divulgação do trabalho de Sérgio aconteceu no X Salão do Artesanato, em junho, em Campina Grande, além de ter exposto suas peças em João Pessoa e Recife.

A exposição acontecerá durante a realização do Festival de Inverno e ficará no hall de exposições do SESC Centro, localizado na Rua Giló Guedes, 650, Santo Antônio.Até o próximo dia 31 de julho, das 8h às 21h, a população poderá conferir elemetos da cultura popular.

“Figura, figurá” tem o apoio do SESC Paraíba e a realização do Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (FUMIC), Prefeitura Municipal de Campina Grande e Secretaria de Educação, Esporte e Cultura.

Sesc Inicia oficinas da Segunda Etapa do "Dramaturgia - Leituras em cena"

O "Dramaturgia - Leituras em Cena", projeto do Departamento nacional do SESC em parceria com o SESC Paraíba promove em Campina Grande entre os dias 11 e 13 de agosto a sua segunda etapa deste ano. A oficina será ministrada pelo diretor carioca Daniel Bequer.

Após a oficina serão escolhidos 24 atores e 4 diretores que terão 1 mês para se preparar para as apresentações no Cine Teatro do Sesc Centro.

Para se inscrever, os interessados em participar devem procurar o setor de cultura do SESC Centro com 2Kg de alimento não perecível .

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Vale-Cultura: mais acesso do público e mais investimento no setor


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enviou ao Congresso Nacional nesta quinta-feira, 23 de julho, o Projeto de Lei que cria o Vale-Cultura. A cerimônia de assinatura da mensagem se realizou às 18h, no Teatro Raul Cortez (Rua Dr. Plínio Barreto, nº 285), na Sede da Fecomercio, em São Paulo.

Também participaram do evento a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro da Cultura, Juca Ferreira. Na ocasião, houve uma exposição sobre os Programas Mais Cultura e Cultura Viva, do MinC.

O Vale-Cultura será a primeira política pública governamental voltada para o consumo cultural. Até hoje, todas as ações tiveram foco no financiamento da cultura. Segundo o Projeto de Lei, por meio de um cartão magnético os trabalhadores poderão adquirir ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais. As empresas que declaram imposto de renda com base no lucro real poderão aderir ao Vale-Cultura e disponibilizar até R$ 50,00 por funcionário, ao mês, com direito a deduzir até 1% do imposto de renda devido.

Os trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos arcarão com, no máximo, 10% do valor (R$ 5,00). Os trabalhadores que ganham mais de cinco salários mínimos poderão receber o Vale-Cultura, desde que garantido o atendimento à totalidade dos empregados que ganham abaixo desse patamar. Para esse contingente de salário mais elevado o desconto do trabalhador poderá variar de 20% a 90%.

A iniciativa pode aumentar em até R$ 600 milhões/mês ou R$ 7,2 bilhões/ano o consumo cultural no país. Além disso, vai fortalecer as cadeias produtivas da Economia da Cultura; a geração de renda, trabalho e emprego num dos setores mais dinâmicos e criativos da economia; e o fomento às ações de responsabilidade social e corporativa por parte das empresas em relação aos seus empregados.

No Brasil, os números de exclusão da população às práticas, ao consumo e ao direito cultural revelam que apenas 14% da população brasileira vai regularmente aos cinemas, 96% não freqüentam museus, 93% nunca foram a uma exposição de arte, e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança. Ao promover a democratização do acesso à arte e à cultura, como expressão da cidadania, a criação do Vale-Cultura pretende estimular a visitação a estabelecimentos e serviços culturais e artísticos com benefícios evidentes na promoção da inclusão social e na agregação de capital simbólico ao trabalhador brasileiro.

Fonte: Ministério da Cultura

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Confira a programação do 34º Festival de Inverno de Campina Grande

A 34ª edição do Festival de Inverno de Campina Grande acontece entre os dias 24 e 31 deste mês, no teatro do SESC Centro, na Praça da Bandeira e numa lona de circo montada no parque do povo. O Festival traz atrações musicais, espetáculos de teatro e dança, além de oficinas e outras atividades. Confira a programação e participe.

34º FESTIVAL DE INVERNO

Programação

24/07 - sexta-feira

- Pré-abertura com a Orquestra Sivuca - Praça da Bandeira (17h)

- Acolhida com os Clows de Campina Grande - Circo (18h)

- Recital Coro em Canto - Coral da UFCG - Circo (20h)

- Cantigas do Sol (Teatro) - Dom Quixote de Cordel (PE) - Circo (21h)

25/07 - sábado

- Festival de Hip Hop/Biliu de Campina - Praça da Bandeira (10h)

- Sonho de um noite de verão (Teatro-PR) - Circo (10h)

- Cia Urbana Múltiplos Solos (Dança-RJ) - Sesc Centro (19h)

- Bnegão e Seletores de Frequencia (Música-RJ) - Circo (21h)

26/07 - domingo

- Um mundo debaixo do meu chapéu (Teatro-PR) - Sesc Centro (10h)

- Elba Ramalho - Circo (21h)

27/07 - segunda-feira

- Pluft, o fantasminha (Teatro-PB) - Sesc Centro (15h)

- Beijo molhado (Teatro-PB) - Praça da Bandeira (17h)

- Lado B (Dança-SP), Papangu (UFPB-PB) - Circo (21h)

28/07 - terça-feira

- Sobre tomates, tamancos e tesouras (Teatro-SP) - Sesc Centro (19h)

- Luís Melodia (Música-RJ) - Circo (21h)

29/07 - quarta-feira

- A mulher que comeu o mundo (Teatro-RS) - Praça da Bandeira (17h)

- Federico Garcia Lorca - Pequeno Poema (Teatro/ RJ) - Sesc Centro (19h)

- Cabruêra (Música-PB) - Circo (21h)

30/07 - quinta-feira

- Silêncio dos amantes (Teatro-SP) - Sesc Centro (19h)

- Noite Popular (Música-PB) - Circo (21h)

31/07 - sexta-feira

- Quiprocó (Teatro-RJ) - Sesc Centro (19h)

- Carlinhos de Jesus (Dança/RJ) - Circo (21h)

Obs: A Coordenação do Festival de Inverno informou que, em alguns espetáculos, será cobrado um valor simbólico pela entrada, que oscilará de R$ 2,00 a R$ 4,00

Cidade de Areia recebe a Orquestra Sivuca


A Orquestra Sivuca de Campina Grande segue rumo à cidade de Areia, ponto alto do brejo paraibano, onde se apresenta neste domingo, 26. O concerto integra a grade de programação do Roteiro Caminhos do Frio - Rota Cultural. Esta apresentação também acontece em comemoração aos 150 Anos do Teatro Minerva, que será o palco deste grande evento às 20:30h com entrada gratuita.

Sob a direção artística dos músicos e professores Joelson Miguel e Francieudo Torres, a Orquestra levará ao público grandes clássicos da música nordestina e brasielira. Mestres como Luiz Gonzaga, Cussy de Almeida, Antônio Barros e Cecéu, Chiquinha Gonzaga, Sivuca, entre outros, serão o repertório desta apresentação. Músicas inesquecíveis ao som de violinos, violas, contrabaixo, flautas, violoncelo e percussão aliados ao som inconfundível da sanfona.

A orquestra conta com o incentivo cultural do Programa BNB de Cultura em parceria com o Governo Federal, ainda com o apoio da FURNE (Fundação Universitária de Apoio ao Ensino). Este evento é uma realização da Prefeitura Municipal de Areia, através da Secretaria de Turismo e Eventos, tendo ainda o apoio do SEBRAE e Ponto de Cultura “Viva o Museu”.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Tenda do Festival de Inverno de Campina Grande será armada no Parque do Povo

Em coletiva à imprensa, realizada na manhã de ontem, no miniteatro Paulo Pontes, em Campina Grande, Eneida Agra Maracajá, presidente da ONG Solidarium – Instituto de Arte, Cultura e Cidadania, realizadora da 34ª edição do Festival de Inverno de Campina Grande, informou que a programação principal do evento será realizada num circo, situado no Parque do Povo, e não mais em um terreno ao lado do Teatro Municipal, como estava previsto. Esta edição do festival acontece entre os dias 24 e 31 deste mês.

Segundo Eneida, o espaço terá capacidade para mil lugares sentados. “O circo estará localizado na parte superior do Parque do Povo e será um grande espaço para as apresentações de música, dança, teatro e muita cultura popular”, ressaltou.

Eneida disse, ainda, que ele representa um alto investimento do festival. “Estão sendo investidos cerca de R$ 35 mil para que este circo seja um grande templo da cultura, com a ressalva de que todo esse investimento está sendo revertido para profissionais de Campina Grande, que são os responsáveis pela construção da estrutura”, frisou.

A 34ª edição do Festival de Inverno de Campina Grande, que traz o tema ‘Tradição e Vanguarda’, será aberta, oficialmente, na próxima sexta-feira, a partir das 19h, no circo, com apresentações de palhaços (clows), o coral “Coro em Canto” da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o espetáculo Cantigas do Sol – Dom Quixote de Cordel (PE). A entrada custará R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meio).

Fonte: Jornal da Paraíba

Inscrições para o BNB vão até sexta-feira


Encerra-se na próxima sexta-feira o prazo para inscrições de projetos para o edital do Programa BNB de Cultura. Lançado no dia 29 de junho, o BNB, em parceria com o BNDES, vai destinar R$ 6 milhões para projetos nas seguintes áreas: música (com dotação de R$ 1,25 milhão), literatura (R$ 800 mil), artes cênicas (R$ 1,1 milhão), artes visuais (R$ 800 mil), audiovisual (R$ 800 mil) e artes integradas ou não-específicas (R$ 1,25 milhão).

Serão contemplados, pelo menos, 225 projetos – sendo, no mínimo, 49 de música, 30 de literatura, 46 de artes cênicas, 33 de artes visuais, 18 de audiovisual e 49 de artes integradas. Maiores informações no site www.bnb.gov.br

Fonte: Jornal da Paraíba

sexta-feira, 17 de julho de 2009

34º Festival de Inverno terá Elba, Luiz Melodia e peças do Rio e SP


A uma semana do início da 34ª edição do Festival de Inverno de Campina Grande, os nomes das atrações começam a aparecer. Luiz Melodia, Elba Ramalho e o espetáculo carioca Pequeno Poema Infinito, inspirado em Frederico Garcia Lorca, estão entre os nomes para o evento, que acontece entre os dias 24 e 31 deste mês - uma readequação do projeto, que inicialmente foi planejado para ter duração de 10 dias.

Mesmo já tendo confirmado alguns patrocínios e apoios culturais, a organização do Festival de Inverno ainda aguarda o fechamento de outras parcerias para garantir toda a sua grade de atrações. A programação oficial do evento só deverá ser divulgada na próxima segunda-feira.

A ativista cultural Eneida Maracajá, presidente da ONG Solarium – Instituto de Arte, Cultura e Cidadania, que realiza o evento, adiantou que a abertura, na noite da próxima sexta-feira, será com o espetáculo Cantigas do Sol – Dom Quixote de Cordel (PE), dirigido por Vital dos Santos. As atrações vão se revezar entre os palcos de um circo (que será montado ao lado do Teatro Municipal), da Praça da Bandeira e do teatro do Sesc-Centro.

Além de Cantigas do Sol, estão confirmados Silêncio dos Amantes (SP), baseado em texto de Lia Luft; O Mundo Debaixo do Meu Chapéu (PR); A Mulher que Engoliu o Mundo (RS) e o citado Pequeno Poema Infinito. Na dança, as companhias Urbana (RJ), Repentistas do Corpo (SP) e a Cia. Carlinhos de Jesus (RJ) também estão confirmadas.
Além de Elba e Luiz Melodia, estão sendo esperados em Campina Grande BNegão (que canta hoje em João Pessoa), Cabruêra e Móveis Coloniais de Acaju. Uma das novidades deste ano é o hip hop. “O dia 25 será dedicado a discussões sobre racismo, inclusão social. Vamos debater com as pessoas da periferia”, informou Eneida, acrescentando que será realizada uma oficina de grafite.

A idealizadora do festival falou que a realização de parte do evento em um circo – já que o Teatro Municipal Severino Cabral está fechado para reformas – não irá diminui a qualidade das atrações. “As pessoas têm o preconceito de achar que, porque o festival vai para o circo, fere a qualidade das atrações. Pelo contrário, a gente vai poder fazer coisas maravilhosas, porque o circo é um templo de lona e muita gente ficou encantada com essa ideia”, comentou.

COMPARAÇÕES

Eneida também rebateu as comparações que vêm sendo feitas na cidade entre o evento de Campina Grande e o Festival de Inverno de Garanhuns (PE), ressaltando que os dois eventos têm objetivos diferentes.

Eneida ressaltou que, na Rainha da Borborema, não há preocupação com festas, mas sim, com a formação cultural da cidade. “Lá, eles não têm festa, aqui temos demais! Campina Grande já está cansada de tanto show. Então, nossa preocupação é com a formação cultural desta cidade, com discussões, reflexões, intercâmbio cultural e troca de saberes. Isso é o que importa: proporcionar o contato da população com outros gêneros”, assegurou.

Fonte: Jornal da Paraíba

sábado, 11 de julho de 2009

Violonistas premiados se apresentam no SESC Centro


O Projeto Sonora Brasil do Departamento Nacional do SESC que é realizado em parceria com o SESC Paraíba, traz os violonistas Daniel Wolff e João Pedro Borges a Campina Grande. A apresentação será no próximo dia 13 de julho, segunda-feira, às 20h, no Cine Teatro do SESC Centro. A entrada é 1kg de alimento não perecível.

A 12° edição do Sonora Brasil traz ao público um panorama da obra violinística desenvolvida no país nas últimas décadas. São oito intérpretes da obra de compositores das cinco regiões onde estão localizados seus estados de origem. O projeto busca despertar no público um olhar crítico sobre a produção e sobre os mecanismos de difusão da música no país, incentivando novas práticas e novos hábitos de apreciação musical.

João Pedro Borges é natural de São Luis do Maranhão, tendo se transferido para o Rio de Janeiro, e desde 1970 tem se apresentado nos principais teatros brasileiros, marcando presença nas mais importantes séries de concertos do País, iniciou sua carreira internacional em 1973, dando cursos, conferências e concertos, participou de vários discos e ganhou muitos prêmios.

Daniel Wolff é natural do Rio Grande do Sul, tem formação superior no exterior, obteve mestrado e doutorado em música e tornou-se o primeiro doutor em violão do Brasil. Depois se tornou professor universitário. Como cantor e compositor teve suas obras tocadas e gravadas por orquestras e grupos de vários países. Uma de suas participações em arranjos nos Estados Unidos rendeu-lhe o Grammy Awards de 2001 e duas vezes o Prêmio Açoriano de melhor arranjador, dentre tantas outras conquistas em nome da música.

Mais informações podem ser obtidas no setor de cultura do SESC Centro, na Rua Giló Guedes, 650, Santo Antônio, ou pelo telefone 3341 - 5800.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Pagador de Promessas no Leituras Dramatizadas


A emocionante saga do simplório Zé-do-Burro, personagem da renomada peça “O Pagador de Promessas”, poderá ser conferida nesta terça-feira (07), às 19h, no cine teatro do SESC Centro. A apresentação, dirigida por Zuila David, faz parte do projeto Dramaturgia: Leituras em Cena do Departamento Nacional do SESC, realizado em gestão compartilhada com o SESC Paraíba.

“O Pagador de Promessas”, do consagrado teatrólogo e autor de novelas Dias Gomes, narra o emocionante calvário de Zé-do-Burro. Para cumprir promessa feita a Santa Bárbara, pela cura de seu burro, ele divide seu sítio com os lavradores pobres e carrega pesada cruz de madeira no percurso de sete léguas, com o objetivo de depositá-la no interior da igreja da santa em Salvador. Sua obstinação e sua fé conduzem a um dos mais empolgantes desfechos do teatro brasileiro contemporâneo.

As leituras dramatizadas prosseguem até quinta-feira, 09, sempre às 19h. O ingresso pode ser trocado por 1 kg de alimento não perecível. Mais informações podem ser obtidas no setor de cultura do SESC Centro, na Rua Giló Guedes, 650, Santo Antônio, ou pelo telefone 3341 - 5800.